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Médicos denunciam descaso no Hospital Regional, em São José
 

Profissionais que trabalham na unidade e reclamam da falta de salas de cirurgias ativas e recursos humanos



Com quartos lotados, pacientes aguardam em macas pelo corredorFoto: SIMESC / DivulgaçO Sindicato dos Médicos do Estado de Santa Catarina (SIMESC) denunciou ao Conselho Regional de Medicina o descaso que vem ocorrendo no Hospital Regional Homero de Miranda Gomes, em São José, em relação as condições de atendimento à população. O documento faz referência a um dossiê dos médicos ortopeditrabalham na unidade e reclamam da falta de salas de cirurgias ativas e recursos humanos

O Sindicato dos Médicos do Estado de Santa Catarina (SIMESC) denunciou ao Conselho Regional de Medicina o descaso que vem ocorrendo no Hospital Regional Homero de Miranda Gomes, em São José, em relação as condições de atendimento à população. O documento faz referência a um dossiê dos médicos ortopedistas que trabalham na unidade e reclamam da falta de salas de cirurgias ativas e recursos humanos.

Os médicos explicam que faltam anestesistas e seria necessária a contratação de pelo menos mais nove médicos ortopedistas. Os profissionais relatam que o maior problema são as duas salas de cirurgia que foram transformadas em depósitos e as outras sete salas que nem sempre funcionam por completo. O resultado é que aproximadamente 70 pacientes estão internados no hospital esperando por cirurgia. Como o hospital não tem leitos para atender a demanda, muitos ficam internados em poltronas na sala de acolhimento por até 40 dias, local inadequado para abrigar um paciente traumatizado. Segundo os médicos, pacientes que deveriam ser operados em 48 horas esperam por semanas.

No documento entregue ao SIMESC os ortopedistas mostram que desde 2010 a direção do hospital vem sendo notificada sobre os problemas da unidade. O Conselho Regional de Medicina e Ministério Público também foram comunicados sobre a situação. Em julho de 2010 a justiça chegou a determinar que as salas de cirurgia fossem ativadas em um prazo de 45 dias com pena de multa diária de R$ 500 aos secretário de Saúde e superintendente dos hospitais da época.

— Essa situação constatada no hospital Regional comprova que de nada resolve ter médicos se não houver uma estrutura adequada para trabalhar — afirma o diretor de Assuntos Jurídicos do SIMESC, Gilbero Digiácomo da Veiga, que participou de reuniões com os ortopedistas.

"O problema é bem maior"

Para o superintendente dos Hospitais Públicos do Estado, Renato Castro, o problema do Regional não está na contratação de ortopedistas e sim na solução de um conjunto de fatores. As salas dependem da contratação de anestesistas para serem ativadas.

—Temos dois ortopedistas por plantão. O que falta são anestesistas, estamos com um processo seletivo aberto para a contratação de sete médicos, mas até agora apenas um apareceu— observa.

A remuneração menor na rede pública em relação a rede privada e o baixo número de profissionais que são inseridos no mercado de trabalho anualmente são os grandes problemas na contratação de médicos.

Segundo Castro, dentro de uma semana a Secretaria de Saúde espera colocar em prática, uma Medida Provisória que prevê um salário maior, para os médicos. Atualmente os profissionais cumprem uma carga horária de 80 horas mensais, sendo 20 horas semanais. 

Com a nova proposta, já assinada pelo governador Raimundo Colombo, os médicos que ultrapassassem esta carga horária obrigatória receberiam o valor duas vezes maior que a tabela do salário. A MP já passou pela aprovação na Assembleia Legislativa e depende da finalização do decreto, para se tornar lei.

Fonte: DC

 

 

 
 
  
 
 
 
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Jornal SBOT-SC
Edição: Dezembro 2018

 
  
       
 
       
                                                                                                                                              
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