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Proliferação de registros eletrônicos prejudica trabalho de médicos

 

Médicos são forçados a puxar dados de diversos sistemas de registros eletrônicos de saúde – além de usar telefones e pagers. Esta mudança de contexto retarda fluxo de trabalho

Os alunos que se formam em medicina este ano serão os primeiros médicos treinados sem registros médicos em papel. Esses alunos compreendem porque os registros eletrônicos são melhores do que o papel, mas será que irão encontrar esta realidade? A maioria dos médicos e profissionais de saúde já em exercício está familiarizada com cenários menos positivos.

Digamos que o Sr. Jones seja admitido na unidade de tratamento intensivo com um possível problema cardíaco. Você passa quase uma hora revisado o histórico médico dele no Pronto Socorro. Preocupado com o resultado do eletrocardiograma, você o manda para a UTI cardíaca.

Mais tarde, o pessoal da UTI te chama. A enfermeira responsável pela unidade não sabe por que você foi chamado e procura a enfermeira responsável pelo Sr. Jones. Ela recebeu uma ligação do laboratório sobre uma elevação nos níveis de troponina e queria avisá-lo sobre a queda na pressão sanguínea e sobre o aumento do ritmo cardíaco do paciente. Ela menciona, também, que o eletrocardiograma e o Raio-X foram realizados e que estão “no sistema”. Você revisa as descobertas e cria um plano de avaliação.

Seu computador exige que você se conecte ao VPN do cliente e acesse o sistema do hospital. Assim que uma conexão segura é estabelecida, um gateway no sistema de registro eletrônico de saúde permite que você acesse os resultados do laboratório. Você não observa nada ameaçador, então você navega pelas observações da enfermeira.

Navegando pelo Registro Médico Eletrônico

Você está lidando com as dificuldades técnicas do EMR (Electronic Medical Record, em inglês) e com os discrepantes pedaços de dados que resumem o estado fisiológico do Sr. Jones. Fechando o EMR, você se conecta com o sistema de registro médico eletrônico da radiologia para ver o Raio-X do peito do paciente. Um processo similarmente lento te permite acessar o eletrocardiograma, armazenado em um terceiro sistema de registro médico eletrônico de cardiologia.

Depois de navegar por três EMRs distintos, você faz seu diagnóstico e prescreve um curso de antibióticos. Você insere as ordens em outro sistema EMR. Os dados são armazenados, transferidos e acionados em sistemas desconectados e não relacionados.

Em outro cenário, um prestador de serviço de saúde pode receber uma informação, como um conjunto de sinais vitais ou os resultados de um teste de laboratório. Se a informação levantar questões ou exigir a decisão de um médico, o prestador chama um médico. O contato é, geralmente, feito manualmente, utilizando o sistema de pagers ou alguma outra tecnologia substituta, como mensagem de texto ou ligação. Independentemente do método de contato utilizado, os médicos nem sempre estão livres para atender o chamado. Aquele pode nem ser mais o médico responsável por aquele paciente.

O ritmo atordoante da troca de contexto
Embora os pontos específicos possam variar de acordo com doenças e pacientes, este fluxo de trabalho – mesmo nos atuais sistemas de saúde centrados em EMR – é lugar comum. O problema está em troca de contexto. Nos casos descritos, o fluxo de trabalho de médicos e enfermeiros é interrompido porque eles devem mudar o contexto das tarefas em mãos para responder a novos problemas.

Quando um médico recebe um chamado, uma mensagem ou um page, a primeira troca de contexto é necessária. O médico é notificado no pager, mas não tem ideia da urgência do chamado a não ser que uma mensagem alfanumérica seja recebida. O chamado em questão geralmente exige informação adicional baseada em EMR antes que uma decisão seja tomada.

Isto leva a outra troca de contexto, em que o médico tem de pedir informação adicional à enfermeira ou acessar o EMR para obter tendências recentes ou dados de laboratório.
Essas múltiplas trocas entre sistemas EMR desconectados e dispositivos móveis pessoais de comunicação interrompem todos os envolvidos. Eles exigem que os médicos mantenham em mente diversas informações desconectadas sobre o paciente, enquanto procede com a coleta de dados da próxima fonte. Isso prejudica a eficiência, duplica o trabalho e gera erros ou perde completamente informações que poderiam levar a um melhor resultado.
 
 

 
 
  
 
 
 
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Jornal SBOT-SC
Edição: Dezembro 2018

 
  
       
 
       
                                                                                                                                              
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